terça-feira, 26 de julho de 2011 | By: Rodrigo Pael

Tributo à verdade

Reconheço que não sou o leitor mais assíduo da bíblia, mas se existe uma palavra que me encanta e se repete diversas vezes nas escrituras é a palavra verdade. Este vocábulo me persegue e me fascina. Das poucas vezes que li a bíblia, ele sempre apareceu.
Ouvindo um líder religioso esses dias, novamente ouvi a palavrinha sendo repetida. A homilia pregava o quão temos que ser verdadeiros, conosco e com o outro. Já faz algum tempo, escrevi um texto sobre como sair de uma crise emocional e lá defendia a importância de sermos verdadeiros interna e externamente.
Em uma conversa com uma amiga, relembrei este texto e a convidei para ler. Dias depois ela publicou no twitter a importância de ser verdadeiro consigo e seus pares. A verdade sempre me aparece como única saída.
Por vezes, sou procurado para conversar sobre coisas da vida pessoal e sempre preparo os ouvidos de quem me procura com: “Você quer ouvir a verdade?”
Uns dizem que sou pé no chão, outros dizem que vou além de ser realista, dizem que sou pessimista.
Acredito que muitas coisas me encantam, mas poucas me enganam. Tenho consciência do que é plano, projeto, meta e sonho e prefiro o projeto, mas bem construído.
É preciso ser vigilante para ser verdadeiro, para não se enganar com a espuma do mar ou com o que parece místico e é apenas resquícios de sonhos frustrados, traumas do passado, medo do futuro e fuga.
Às vezes, fugimos da verdade porque ela não nos parece ser agradável, boa, ou harmônica e assim nos distanciamos dela ao construir um castelo de alegorias sobrenaturais ou intangíveis.
Sempre defendi a verdade mesmo quando não aparenta ser a melhor opção. Se a verdade é ruim, a fuga dela é ainda pior. O que recomendo neste caso é se aproximar da verdade, redimensioná-la, olhá-la cara a cara e projetar uma solução clara e igualmente verdadeira.
O contato estreito com a verdade pode não ser fácil. Pode ser desgastante e até traumático. Mas, consciente desta verdade, a possibilidade de edificar uma saída é muito maior.
Em uma aula na faculdade, um professor estava explicando como funcionam as ideologias pela ótica marxista, quando questionei: “Sabendo que as ideologias escondem a verdade, como devemos proceder?” Ele me respondeu: “Temos que escrachar”.
Na verdade, o que ele quis dizer é que temos de alargar o estreito canal que nos liga com a verdade. Temos que tocar nela, não nos contentarmos com a interpretação.
Perceba a verdade em você, a verdade em outros e esteja preparado para lidar com ela.

2 comentários:

Raimundo Feitosa disse...

Belo texto.
Bela escolha.
"E conhecereis a verdade e ela vos libertará".
Parabéns.

Raimundo Feitosa

adriana disse...

Verdadeiramente admiro cada vez mais seu trabalho.

Adriana keyla

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